sábado, 7 de dezembro de 2013
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Voz.
Na primeira visita ao município de Catas Altas tudo parecia um pouco confuso. "Porque nós vamos pro interior fazer um trabalho que nem sabemos ao certo o que é?", muitos se perguntavam.
Chegando à cidade fomos direto fazer seu reconhecimento portando apenas um mapa sem referências nem legendas, e, aos poucos, fomos entendendo a dinâmica do lugar. Então, após o retorno à pousada, nos foi proposto que escolhêssemos locais da cidade como possíveis pontos para a intervenção que faríaamos no mês seguinte. Após a indicação de três pontos possíveis o grupo acabou por optar por um ponto de ônibus em um bairro pobre e populoso (se comparado ao resto do município) chamado Vista Alegre.
Então veio o primeiro desafio: uma performance que explorasse o local escolhido. Depois de muita discussão e ensaios terminamos a tarefa, e, apesar disso, concluímos que o potencial que o local oferecia não foi totalmente explorado.
No retorno à BH, realizamos diversas atividades como SketchUp's sensitivos e brainstorms para tentar entender melhor aquele ponto de ônibus e as sensações que ele nos causou. Era, portanto, hora de realmente fazer com que o projeto tomasse forma. Fizemos maquetes (digitais e físicas) para imaginar de que forma era possível interferir na malha funcional do bairro e acabamos com uma ideia: fazer com que as pessoas tivessem a sensação de que elas realmente tem o poder de mudança. Para isso, faríamos entrevistas e vídeos e os reproduziriamos no local para fomentar discussões e reflexões da população.
Durante algumas semanas fizemos testes e decidimos que tipo de acabamento iríamos utilizar, já preparando todo o material que seria necessário.
Na segunda viagem já chegamos à Catas Altas com trabalho a ser feito, e logo após o desembarque fomos fazer as gravações necessárias por toda a cidade, além da divulgação necessária para atrair o público, já que sem ele nada aconteceria.
Na sexta-feira fizemos uma montagem como teste que recebeu as críticas necessárias dos professores para que os últimos detalhes pudessem ser ajustados, e na quinta a intervenção aconteceria às 18h30.
O último trabalho era a edição dos áudios e vídeos, que parecia tranquila até termos sérios problemas com a rederização da mídia. O arquivos não estavam sendo reproduzidos e esse foi o momento de maior preocupação durante todo o projeto, mas, felizmente, a questão foi resolvida logo antes do horário estiulado.
Então era a hora! Aos poucos alguns moradores se aproximaram e interagiram com a projeção que instalamos, e, após alguma orientação dos membros do grupo (que acabou sendo necessária) entenderam a dinâmica da coisa, que era se aproximarde algumas formas geométricas que emitiam os sons das entrevistas para as ouvir com clareza. Houve momentos em que as pessoas da cidade comentavam o que era ouvido e chegaram até mesmo a propor soluções para os problemas narrados pelos entrevistados.
Aqui está o resultado. Voz no Ponto:
Chegando à cidade fomos direto fazer seu reconhecimento portando apenas um mapa sem referências nem legendas, e, aos poucos, fomos entendendo a dinâmica do lugar. Então, após o retorno à pousada, nos foi proposto que escolhêssemos locais da cidade como possíveis pontos para a intervenção que faríaamos no mês seguinte. Após a indicação de três pontos possíveis o grupo acabou por optar por um ponto de ônibus em um bairro pobre e populoso (se comparado ao resto do município) chamado Vista Alegre.
Então veio o primeiro desafio: uma performance que explorasse o local escolhido. Depois de muita discussão e ensaios terminamos a tarefa, e, apesar disso, concluímos que o potencial que o local oferecia não foi totalmente explorado.
No retorno à BH, realizamos diversas atividades como SketchUp's sensitivos e brainstorms para tentar entender melhor aquele ponto de ônibus e as sensações que ele nos causou. Era, portanto, hora de realmente fazer com que o projeto tomasse forma. Fizemos maquetes (digitais e físicas) para imaginar de que forma era possível interferir na malha funcional do bairro e acabamos com uma ideia: fazer com que as pessoas tivessem a sensação de que elas realmente tem o poder de mudança. Para isso, faríamos entrevistas e vídeos e os reproduziriamos no local para fomentar discussões e reflexões da população.
Durante algumas semanas fizemos testes e decidimos que tipo de acabamento iríamos utilizar, já preparando todo o material que seria necessário.
Na segunda viagem já chegamos à Catas Altas com trabalho a ser feito, e logo após o desembarque fomos fazer as gravações necessárias por toda a cidade, além da divulgação necessária para atrair o público, já que sem ele nada aconteceria.
Na sexta-feira fizemos uma montagem como teste que recebeu as críticas necessárias dos professores para que os últimos detalhes pudessem ser ajustados, e na quinta a intervenção aconteceria às 18h30.
O último trabalho era a edição dos áudios e vídeos, que parecia tranquila até termos sérios problemas com a rederização da mídia. O arquivos não estavam sendo reproduzidos e esse foi o momento de maior preocupação durante todo o projeto, mas, felizmente, a questão foi resolvida logo antes do horário estiulado.
Então era a hora! Aos poucos alguns moradores se aproximaram e interagiram com a projeção que instalamos, e, após alguma orientação dos membros do grupo (que acabou sendo necessária) entenderam a dinâmica da coisa, que era se aproximarde algumas formas geométricas que emitiam os sons das entrevistas para as ouvir com clareza. Houve momentos em que as pessoas da cidade comentavam o que era ouvido e chegaram até mesmo a propor soluções para os problemas narrados pelos entrevistados.
Aqui está o resultado. Voz no Ponto:
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Interação
Em grupo scolhemos duas obras que consideramos como interativas para apresentar:
Human Harp: http://thecreatorsproject.vice.com/show/di-mainstones-ihuman-harpi-bridges-as-musical-instruments
Strandbeest: http://www.strandbeest.com/
Human Harp: http://thecreatorsproject.vice.com/show/di-mainstones-ihuman-harpi-bridges-as-musical-instruments
Strandbeest: http://www.strandbeest.com/
domingo, 25 de agosto de 2013
domingo, 18 de agosto de 2013
(Re)
Depois de um feriado mergulhado no manual "Classroom in a book - Adobe Photoshop CS5" fica aqui a arte do panfleto proposto pelos professores.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
L'art du déplacement.
Com
um certo atraso começo as minhas postagens sobre temas específicos
relacionados à apropriação de espaços. Após pesquisar de um modo
mais superfícial sobre Parkour, Flaneur, Deriva e Flash Mob decidi
que não colocaria todos esses assuntos em um mesmo post, devido ao
fato de que apesar de possuírem motivações semelhantes, são
atividades com produtos bastante distintos.
Para começar, analisarei o Parkour, tipo de apropriação de espaço na qual o seu agente utiliza apenas do seu corpo para interagir com o espaço (urbano ou não).
O Parkour advém do méthode naturelle (Método Natural de Educação Física), desenvolvido pelo educador físico Georges Hébert, que consiste na união des três sensos considerados próprios do Homem: físico, viril e moral, residindo "não só nos músculos e na respiração, mas acima de tudo na "energia" que é usada, na determinação que direciona e no sentimento que guia."
Mais tarde, soldados franceses em serviço no Vietnã criaram, inspirados pelo trabalho de Hébret, o treinamento militar parcours du combattant. David Belle, praticante mais conhecido do Parkour, iniciou a prática desse tipo de treinamento, combinando-o com artes marciais e ginástica.
Além de David, existem outros nomes importantes na cena internacional como o de Sébastien Foucan. As ideias de Foucan em relação ao esporte divergiam das de Belle, pois ele possuía um discurso de que o Parkour era uma atividade mais próxima das práticas orientais, baseados em energias positivas e contextos "mais espirituais".
Uma ideia bastante comum entre os praticantes do Parkour é o de que a atividade vai muito além da parte física, englobando uma relação entre homem e cidade. Essa relação se dá através da releitura das funções básicas dos elementos que o praticante encontra como obstáculos: o que era uma parede que possuía apenas a função de impedir a passagem, se transforma em um elemento fundamental para que o espaço possa ser apropriado e experimentado. É criado, então, um novo ponto de vista, no qual o Homem busca o seu limite e, principalmente, os limites do espaço em que ele está presente.
EXTRA: Durante as pesquisas sobre o assunto, me deparei com uma grande quantidade de canais do YouTube dedicados exclusivamente ao esporte através do Vlog VDKST com K, criado pelo mineiro Bruno Peixoto. Bruno faz um resumo semanal de toda a cena brasileira e mundial do parkour, trazendo à tona discussões que são realizadas através de comentários nos vídeos.
Para começar, analisarei o Parkour, tipo de apropriação de espaço na qual o seu agente utiliza apenas do seu corpo para interagir com o espaço (urbano ou não).
O Parkour advém do méthode naturelle (Método Natural de Educação Física), desenvolvido pelo educador físico Georges Hébert, que consiste na união des três sensos considerados próprios do Homem: físico, viril e moral, residindo "não só nos músculos e na respiração, mas acima de tudo na "energia" que é usada, na determinação que direciona e no sentimento que guia."
Mais tarde, soldados franceses em serviço no Vietnã criaram, inspirados pelo trabalho de Hébret, o treinamento militar parcours du combattant. David Belle, praticante mais conhecido do Parkour, iniciou a prática desse tipo de treinamento, combinando-o com artes marciais e ginástica.
Prática
do Parkour, por David Belle
Além de David, existem outros nomes importantes na cena internacional como o de Sébastien Foucan. As ideias de Foucan em relação ao esporte divergiam das de Belle, pois ele possuía um discurso de que o Parkour era uma atividade mais próxima das práticas orientais, baseados em energias positivas e contextos "mais espirituais".
Uma ideia bastante comum entre os praticantes do Parkour é o de que a atividade vai muito além da parte física, englobando uma relação entre homem e cidade. Essa relação se dá através da releitura das funções básicas dos elementos que o praticante encontra como obstáculos: o que era uma parede que possuía apenas a função de impedir a passagem, se transforma em um elemento fundamental para que o espaço possa ser apropriado e experimentado. É criado, então, um novo ponto de vista, no qual o Homem busca o seu limite e, principalmente, os limites do espaço em que ele está presente.
EXTRA: Durante as pesquisas sobre o assunto, me deparei com uma grande quantidade de canais do YouTube dedicados exclusivamente ao esporte através do Vlog VDKST com K, criado pelo mineiro Bruno Peixoto. Bruno faz um resumo semanal de toda a cena brasileira e mundial do parkour, trazendo à tona discussões que são realizadas através de comentários nos vídeos.
VDKSTcomK,
do mineiro Bruno Peixoto
Está aberto o Ateliê.
Começar um blog como este nunca é tarefa fácil, devido ao fato de que para a sua sobrevivência é necessária alguma assiduidade da qual, confesso, não sou fã. Mas este, mais especificamente, foi proposto por meus professores da Escola de Arquitetura da UFMG durante a apresentação de uma das disciplinas: O Ateliê Integrado de Arquitetura, conhecido nos corredores da EA simplesmente como AIA. No blog serão postados os trabalhos realizados durante o curso, com mais ou menos pontualidade, além dos registros de minhas experiências e impressões sobre os conteúdos propostos no laboratório de informática chamado de Radamés.
Chegam na EA novos aspirantes a arquitetos que ainda não tem certeza sobre qual rumo tomar. Nossos erros e acertos irão nos ajudar a encontrar nossos estilos de trabalho durante a disciplina, sendo esse o momento para a experimentação de um leque de possibilidades que a nós serão apresentadas.
Está aberto o Ateliê.
Chegam na EA novos aspirantes a arquitetos que ainda não tem certeza sobre qual rumo tomar. Nossos erros e acertos irão nos ajudar a encontrar nossos estilos de trabalho durante a disciplina, sendo esse o momento para a experimentação de um leque de possibilidades que a nós serão apresentadas.
Está aberto o Ateliê.
Assinar:
Postagens (Atom)
























.jpg)