segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Voz.

Na primeira visita ao município de Catas Altas tudo parecia um pouco confuso. "Porque nós vamos pro interior fazer um trabalho que nem sabemos ao certo o que é?", muitos se perguntavam. 
Chegando à cidade fomos direto fazer seu reconhecimento portando apenas um mapa sem referências nem legendas, e, aos poucos, fomos entendendo a dinâmica do lugar. Então, após o retorno à pousada, nos foi proposto que escolhêssemos locais da cidade como possíveis pontos para a intervenção que faríaamos no mês seguinte. Após a indicação de três pontos possíveis o grupo acabou por optar por um ponto de ônibus em um bairro pobre e populoso (se comparado ao resto do município) chamado Vista Alegre.

Então veio o primeiro desafio: uma performance que explorasse o local escolhido. Depois de muita discussão e ensaios terminamos a tarefa, e, apesar disso, concluímos que o potencial que o local oferecia não foi totalmente explorado.

No retorno à BH, realizamos diversas atividades como SketchUp's sensitivos e brainstorms para tentar entender melhor aquele ponto de ônibus e as sensações que ele nos causou. Era, portanto, hora de realmente fazer com que o projeto tomasse forma. Fizemos maquetes (digitais e físicas) para imaginar de que forma era possível interferir na malha funcional do bairro e acabamos com uma ideia: fazer com que as pessoas tivessem a sensação de que elas realmente tem o poder de mudança. Para isso, faríamos entrevistas  e vídeos e os reproduziriamos no local para fomentar discussões e reflexões da população.
 Durante algumas semanas fizemos testes e decidimos que tipo de acabamento iríamos utilizar, já preparando todo o material que seria necessário.

Na segunda viagem já chegamos à Catas Altas com trabalho a ser feito, e logo após o desembarque fomos fazer as gravações necessárias por toda a cidade, além da divulgação necessária para atrair o público, já que sem ele nada aconteceria.
 Na sexta-feira fizemos uma montagem como teste que recebeu as críticas necessárias dos professores para que os últimos detalhes pudessem ser ajustados, e na quinta a intervenção aconteceria às 18h30.

O último trabalho era a edição dos áudios e vídeos, que parecia tranquila até termos sérios problemas com a rederização da mídia. O arquivos não estavam sendo reproduzidos e esse foi o momento de maior preocupação durante todo o projeto, mas, felizmente, a questão foi resolvida logo antes do horário estiulado.

Então era a hora! Aos poucos alguns moradores se aproximaram e interagiram com a projeção que instalamos, e, após alguma orientação dos membros do grupo (que acabou sendo necessária) entenderam a dinâmica da coisa, que era se aproximarde algumas formas geométricas que emitiam os sons das entrevistas para as ouvir com clareza. Houve momentos em que as pessoas da cidade comentavam o que era ouvido e chegaram até mesmo a propor soluções para os problemas narrados pelos entrevistados.

Aqui está o resultado. Voz no Ponto:







Croquis do local da intervenção, da cidade e do interior de sua matriz




Croquis da visita ao Inhotim



Croquis da dinâmica do auditório da pousada



Performance do grupo em Catas Altas


SketchUp do local da intervenção com medidas





SketchUp Sensitivo do Grupo