Na primeira visita ao município de Catas Altas tudo parecia um pouco confuso. "Porque nós vamos pro interior fazer um trabalho que nem sabemos ao certo o que é?", muitos se perguntavam.
Chegando à cidade fomos direto fazer seu reconhecimento portando apenas um mapa sem referências nem legendas, e, aos poucos, fomos entendendo a dinâmica do lugar. Então, após o retorno à pousada, nos foi proposto que escolhêssemos locais da cidade como possíveis pontos para a intervenção que faríaamos no mês seguinte. Após a indicação de três pontos possíveis o grupo acabou por optar por um ponto de ônibus em um bairro pobre e populoso (se comparado ao resto do município) chamado Vista Alegre.
Então veio o primeiro desafio: uma performance que explorasse o local escolhido. Depois de muita discussão e ensaios terminamos a tarefa, e, apesar disso, concluímos que o potencial que o local oferecia não foi totalmente explorado.
No retorno à BH, realizamos diversas atividades como SketchUp's sensitivos e brainstorms para tentar entender melhor aquele ponto de ônibus e as sensações que ele nos causou. Era, portanto, hora de realmente fazer com que o projeto tomasse forma. Fizemos maquetes (digitais e físicas) para imaginar de que forma era possível interferir na malha funcional do bairro e acabamos com uma ideia: fazer com que as pessoas tivessem a sensação de que elas realmente tem o poder de mudança. Para isso, faríamos entrevistas e vídeos e os reproduziriamos no local para fomentar discussões e reflexões da população.
Durante algumas semanas fizemos testes e decidimos que tipo de acabamento iríamos utilizar, já preparando todo o material que seria necessário.
Na segunda viagem já chegamos à Catas Altas com trabalho a ser feito, e logo após o desembarque fomos fazer as gravações necessárias por toda a cidade, além da divulgação necessária para atrair o público, já que sem ele nada aconteceria.
Na sexta-feira fizemos uma montagem como teste que recebeu as críticas necessárias dos professores para que os últimos detalhes pudessem ser ajustados, e na quinta a intervenção aconteceria às 18h30.
O último trabalho era a edição dos áudios e vídeos, que parecia tranquila até termos sérios problemas com a rederização da mídia. O arquivos não estavam sendo reproduzidos e esse foi o momento de maior preocupação durante todo o projeto, mas, felizmente, a questão foi resolvida logo antes do horário estiulado.
Então era a hora! Aos poucos alguns moradores se aproximaram e interagiram com a projeção que instalamos, e, após alguma orientação dos membros do grupo (que acabou sendo necessária) entenderam a dinâmica da coisa, que era se aproximarde algumas formas geométricas que emitiam os sons das entrevistas para as ouvir com clareza. Houve momentos em que as pessoas da cidade comentavam o que era ouvido e chegaram até mesmo a propor soluções para os problemas narrados pelos entrevistados.
Aqui está o resultado. Voz no Ponto:

















